casamento
Nas sociedades primitivas matricêntricas, observa-se uma
tendência à sacralização da mulher, em decorrência do mistério da concepção.
Nestas sociedades, o homem não conhece com clareza o seu papel na reprodução e
crê que a mulher concebe dos deuses e detém, assim, o poder da decisão.
Em algum momento, em meio ao neolítico, o homem passa a dominar a função
reprodutora e, passando a controlá-la, conquista um biopoder.
Exerce esse poder através de biotecnologias, que são
invenções próprias do período, entre as quais se destaca: o casamento e a transmissão
da herança à descendência masculina.
De modo similar à agricultura - domesticação das espécies vegetais -, que também
é invenção do neolítico, o casamento é igualmente uma tecnologia de domesticação de
uma outra parte do mundo natural: a sexualidade (feminina). |